QUEM FOI SRI RAMAKRISHNA?

Os Santos e Sábios

 

A Índia produziu muitos e grandes guias espirituais que são reconhecidos e adorados como salvadores da humanidade. A vida e a personalidade de cada um deles foram assombrosas, sobre-humanas e divinas como as do ilustre Filho do Homem.

 

Cada um foi como uma encarnação de todos os atributos Divinos. Cada qual foi o doador de nova vida às velhas verdades espirituais, e o gerador de uma poderosa onda de espiritualidade que uma e outra vez inundou o mundo religioso, sobrepondo-se às barreiras da superstição e do prejuízo e impelindo a corrente das almas individuais ao oceano da Divindade.

 

A presente preamar da maré espiritual, cujas ondas, atravessando quase a metade do mundo, chegaram às costas da América, foi produzida pelo caráter e divina personalidade de Sri Ramakrishna, venerado e adorado hoje na Índia como uma manifestação ideal da Divina Glória. Sua vida foi tão extraordinária e sem igual, que antes dos dez anos de sua partida da terra, despertou a admiração, assombro e reverência não só de todas as classes sociais de seu próprio país senão também de muitos distintos sábios ingleses e alemães do século 19.

 

O professor Max Muller [que era um grande erudito e traduziu os Vedas] estava profundamente impressionado pela originalidade deste grande Santo e verdadeiro Mahatman, que não havia saído dos claustros de nenhuma universidade e não extraía as águas de sua sabedoria de nenhum livro, nem escritura, nem de nenhum profeta antigo, mas diretamente da eterna fonte de todo conhecimento e sabedoria.

 

Personificação da Universalidade

 

Também estava surpreendido pelo espírito amplo, liberal e absolutamente livre de sectarismo, que saturava os ensinos de Bhagavan Sri Ramakrishna. Em verdade a vida e os ensinamentos do Bhagavan haviam dado um golpe mortal à intolerância sectária e ao fanatismo do chamado mundo religioso. Todo aquele que ler os seus ensinamentos ficará impressionado pela universalidade de suas idéias espirituais que abraçam os ideais de todo o gênero humano.

 

"Bhagavan" é uma palavra sânscrita que significa "O Bendito Senhor". Quando a palavra é usada sem acento sobre o a da última silaba, significa o caso vocativo e se dirige a um Salvador.

 

Desde sua infância, Sri Ramakrishna combateu todas as doutrinas e dogmas sectários, mostrando não obstante, ao mesmo tempo, em que todas as seitas e credos eram só caminhos que levam as almas sinceras e ardentes ao único fim universal de todas as religiões. Tendo realizado o mais elevado ideal de cada religião por haver seguido os métodos e as práticas de varias seitas e credos do mundo, o Ramakrishna deu à humanidade toda a experiência espiritual e a realização que ele havia adquirido.

 

Cada uma das idéias que deu era recém-obtida do alto, sem estar adulterada pelo produto do intelecto humano, nem pela cultura ou educação escolástica. Cada passo de sua vida, desde a infância até o último momento, foi extraordinário. Cada etapa foi como o desenvolvimento de um capítulo de uma nova escritura feita especialmente pela mão invisível para satisfazer as mentes do Oriente e do Ocidente e para prover as necessidades espirituais do século 20.

 

 

 Verdadeiro Mahatman

 

Sri Ramakrishna não só é o santo maior da Índia moderna, senão ainda um “Verdadeiro Mahatman”. Um verdadeiro Mahatman tal como é descrito no Bhagavad Gita (7.19) é aquele que, havendo realizado o Absoluto, percebe a Existência Divina em todos os objetos animados e inanimados do universo. Seu coração e sua alma jamais se apartam de Deus. Vive em um estado de divina consciência e as qualidades divinas fluem constantemente de sua alma.

 

Não deseja a fama, nem o poder, nem a prosperidade mundana. Um verdadeiro mahatman não está ligado ao seu corpo nem aos prazeres dos sentidos; é um Deus vivente; é absolutamente livre e sua natureza interna está iluminada pela radiante luz da sabedoria Divina, seu coração transborda o Amor Divino. Sua alma é o campo de atividade do Todo Poderoso. Seu corpo e mente são o instrumento da vontade Divina. E Sri Ramakrishna era um verdadeiro mahatman desta classe.

  

Esta grande alma manifestou suas qualidades Divinas e viveu na consciência Divina a cada momento da sua existência na terra; e hoje milhares de pessoas prostram-se ante o seu retrato e o adoram como a mais recente manifestação da divindade.

 

Todo aquele que tiver ouvido a referência de sua mui assombrosa vida, sentiu em sua alma que Ramakrishna foi o perfeito Ideal da humanidade.

 

Fez sua aparição em uma obscura parte de Bengala, onde passou sua primeira infância. Porém, Sua juventude e madureza as passou perto de Calcutá, capital da Índia britânica, cidade tão cosmopolita como Londres, Nova York ou qualquer outra do mundo civilizado e ponto de educação, refinamento e conhecimento científico. Deixava que as mentes céticas dos estudantes e professores de colégios e universidades, bem como as de pessoas mundanas ilustradas de ambos os sexos, viessem a pôr-se em contato direto com a por si mesma radiante luz da sabedoria divina que brilhava com plena glória através de sua forma suave e terna, como a de uma criança.

 

Pessoas de todas as classes, instruídas e inteligentes, acudiam, de todas as partes, àquele ponto que estava santificado pela presença de Ramakrishna. Era ele o exemplo vivo da grandeza espiritual e da Divindade que se manifestou nas Grandes Encarnações, como as do Cristo, Buddha, Rama, Chaitanya e outros salvadores do mundo. Conhecemos muitos céticos e agnósticos que nunca haviam acreditado em Cristo, nem em Buddha, nem em Krishna, como encarnações divinas, que jamais tinham aceitado a autoridade das escrituras, e que pelo contrário, mantinham a opinião que as vidas de Cristo e outros salvadores só eram narrações exageradas baseadas na imaginação de seus discípulos, ansiosos por deificar a seus mestres humanos – esses céticos e descrentes quando encontraram Ramakrishna e observaram Sua vida sobre-humana, ficaram convencidos de que as vidas de Cristo, Buddha, Krishna e outros encarnações, foram verdadeiras e reais. Esses mesmos céticos, quando observavam Seus Divinos poderes, ficavam tão profundamente impressionados por Sua personalidade, que caíam prostrados diante d’Ele e beijavam o pó de Seus santos pés, compreendendo que Ele era a Personificação do Sermão da Montanha a Encarnação da Divindade sobre a terra e uma nova manifestação de Cristo, Buddha, Krishna e Chaitanya em forma humana. Todas as qualidades especiais e Divinos Poderes que haviam adornado a maravilhosa personalidade de cada um desses grandes seres, eram vistos por eles, nesta rara manifestação Divina, do século 19.

 

Não vimos com admiração, crentes de todas as grandes religiões do mundo, reconhecerem em Sri Ramakrishna seus Divinos Ideais?

 

Praticou Todas as Religiões

 

 

Assim como sua divina personalidade era tão variada e todavia uma, assim era a sua grande missão, que era de demonstrar a unidade fundamental na variedade das religiões e estabelecer essa religião universal, da qual todas as religiões sectárias são, tão só, expressões parciais. Como a de todos os outros salvadores, a vida do Ramakrishna serviu de exemplo de como praticar plenamente os diferentes métodos de Yoga.

 

Passou por todos os detalhes mais minuciosos dos exercícios religiosos e das várias formas de adoração ordenadas pelas escrituras de diferentes nações e praticadas pelos crentes das distintas seitas e credos do mundo. Seu objetivo, ao dedicar tanto tempo a essas práticas, era ver se elas tinham algum valor real na senda que conduz a perfeição.

 

A mente de Ramakrishna estava sempre aberta à Verdade. Ele não aceitava nada sobre autoridade de segunda mão. Não acreditava em nada pelo fato de que estivesse escrito em um livro, nem porque tivesse sido declarado por algum grande ser. Ele queria conhecer a Verdade de primeira mão.

 

Antes de aceitar uma afirmação, devia realizá-la em sua própria vida e depois falaria de sua experiência pessoal aos outros, para que estes pudessem obter o maior benefício dela.

 

Durante quase doze anos de ter aparecido em público e de fazer algum discípulo, Sri Ramakrishna, a guisa de um investigador científico, esquadrinhou as crenças de várias seitas de cada religião.  Seguiu seus métodos e executou seus rituais e cerimônias com uma fé perfeita e devoção ardente com o objetivo de poder realizar o fim que podia ser alcançado por cada uma delas. Para sua grande surpresa, descobriu, não obstante, que entrava no estado de consciência Divina através de cada um dos métodos de todas as seitas.

 

Todas as vezes que desejou seguir qualquer caminho particular, acudiu-lhe uma alma perfeita de cada seita, que havia realizado o Ideal para dirigi-lo naquela senda. Cada um daqueles grandes santos reconheceram em Sri Ramakrishna a manifestação de seus poderes Divinos, ao ver que em um curto tempo obtinha aquilo que eles não puderam obter durante anos de austeridade, adoração e extremada devoção.

 

Havendo terminado as suas investigações, estava preparado para proclamar Sua mensagem e dar ao mundo os frutos de sua própria experiência e realização.

 

Porém, ao contrário de outros mestres espirituais, ele não saiu em busca de discípulos e crentes. Assim, como uma fragrante flor não busca as abelhas, mas aguarda pacientemente que as abelhas venham a ela, Sri Ramakrishna esperou que seus discípulos viessem a ele no templo-jardim de Dakshineswar sobre as margens do Ganges.

 

Quando Sri Ramakrishna obteve o mais elevado ideal de cada Yoga e realizou a unidade espiritual com o Absoluto Brahman e a Mãe do universo, correu de boca em boca o rumor de que Ramakrishna havia alcançado a perfeição nesta vida. Pessoas de todas as partes começaram a acudir a ele e a rodeá-lo. Pandits (eruditos) e sábios de toda nacionalidade, assim como homens e mulheres, devotos de todas as seitas, iam vê-lo e ouvir dele seus originais e assombrosos ensinamentos.

 

Este foi o princípio de sua vida pública como guia e mestre espiritual e assim continuou durante quase dezesseis anos. Em todo esse tempo, não fez mais que ajudar a humanidade com a pródiga distribuição das incomparáveis jóias das verdades espirituais que ele havia adquirido mediante tal luta, rude lavor e severas práticas.

 

Ramakrishna possuía um maravilhoso intelecto e uma aguda visão interna da verdadeira natureza das coisas e acontecimentos, e utilizando as ocorrências mais comuns da vida diária como exemplo, conseguia fazer que as mentes obscuras das pessoas mundanas alcançassem à profundidade espiritual, a beleza e a grandeza de seus sublimes ideais. Ele vertia vida nova com cada palavra que pronunciava, para que chegasse à alma de Seus ouvintes. As pessoa escutavam com assombro e admiração seus originais discursos sobre os mais difíceis problemas concernentes à vida e à morte, à natureza e origem da alma, à origem do universo e nossa relação com Deus.

 

Nesta época de raciocínio científico, o Sri Ramakrishna demonstrou ao mundo como o Senhor do universo pode ser realizado e alcançado nesta vida, e nenhum outro senão ele aventurou passar por todas as provas dos céticos e agnósticos para provar que havia alcançado a consciência Divina. Aqueles que o viram e viveram com ele durante anos e o observaram dia e noite, declararam, ante o mundo, que ele era a personificação dos mais elevados ideais espirituais de todas as nações, e que quem quer que o adorasse com fé e reverência, adora nele a mais recente manifestação da Divindade.

 

Ramakrishna provou, com seu exemplo, que quando há um desejo veemente de ver a Deus, está próxima a oportunidade da realização da Verdade absoluta. Sua vida deu ao mundo uma grande demonstração de que até nesta época pode ser alcançada a Divindade e a Divina perfeição pode ser adquirida por aquele que é puro, casto, simples e cuja devoção tem o calor de todo seu coração e toda sua alma. Jamais vimos nem ouvimos falar de um caráter mais puro, mais simples, mais casto, mais veraz nem mais piedoso que o deste Mahatman ideal. Era como a personificação da pureza, da castidade e da veracidade.

 

 

Personificação da Renúncia

 

Sua vida foi uma vida de absoluta renúncia. Os prazeres e comodidades terrenas nada significavam para Ele. O único prazer, bem-estar ou felicidade que estimava era o estado ditoso de Samadhi, ou consciência Divina, no qual Sua alma liberta das ligaduras do corpo e da mente, se elevava às alturas no espaço infinito do Absoluto. Este Samadhi era um estado natural em Ramakrishna. Nunca tinha que fazer um esforço especial para obtê-lo. Com freqüência lhe ouvimos dizer que quando tinha quatro anos de idade entrou em Samadhi ao contemplar a bela cor de uma nuvem tropical. Recordava sempre este fato e frequentemente falava dele em suas conversações. E à medida que o tempo passava, seu Samadhi, ou êxtasis, se fazia mais forte e mais profundo.

 

Em Seu Samadhi, seu corpo se punha absolutamente imóvel, seu pulso e seu coração eram imperceptíveis, seus olhos ficavam meio abertos e, se alguém fazia pressão sobre eles com o dedo, seu corpo nem se movia, nem mostrava o menor sinal de sensação. Algumas vezes, permanecia neste estado por alguns minutos, outras, meia hora ou uma hora, e em certa ocasião, permaneceu durante três dias com suas noites.

 

Depois retornava ao plano de sensação consciente e relatava suas experiências. Tinha o poder de separar-se da jaula do corpo físico e entrar à vontade nesse estado de Divina comunhão, permanecendo ali todo o tempo que desejava. Com freqüência dizia-nos que havia alcançado tais alturas em Samadhi; que, se fora como um mortal comum, nunca mais pudera voltar a Seu corpo; que nenhum mortal tivera jamais voltado de semelhante Samadhi; e que a Divina Mãe Lhe dava o poder de retornar a este plano simplesmente para ajudar a humanidade e para estabelecer Sua missão.

 

Para Ele, Deus era o pai, a mãe, o irmão, a irmã e todas as coisas. Não reconhecia parentescos terrenos. Jamais ambicionou riquezas, nem teve quaisquer posses terrenas. Verificou que o ouro não tem mais valor que a terra e desprezava absolutamente as riquezas, compreendendo a transitoriedade dos objetivos que podem ser adquiridos com ela. Com freqüência dizia que a imortalidade não pode ser comprada com dinheiro, e confirmava com Seu exemplo o verdadeiro significado da passagem védica: “Nem pelas ações meritórias, nem pela progênie, nem pelas riquezas, senão pela renúncia, tão somente pode ser alcançada a Verdade imortal”. A renúncia ao afeto pelas coisas mundanas é a porta de entrada à Consciência Divina. Cristo, Buddha, Chaitanya, Sankaracharya e todos os outros Salvadores e guias espirituais do mundo, exemplificaram isto fazendo uma vida de absoluta renúncia. É muito raro achar nesta época, um ideal perfeito de renúncia ao desejo de gozar e às atrações mundanas.

 

O Bhagavan Sri Ramakrishna praticou o ideal da renúncia às riquezas a tal ponto que conseguiu fazer que Seu corpo respondesse involuntariamente ao contato de uma moeda, a qual lhe produzia um estremecimento repulsivo até no estado de sono profundo. Vimo-lo com freqüência sofrer dor quando se sentia obrigado a tocar uma moeda de qualquer metal.

 

Quem poderia ser um ideal mais perfeito de renúncia nesta época de materialismo!

 

Representações da Divina Mãe

 

Sri Ramakrishna ensinou que cada mulher, jovem ou velha, era a representação da Divina Mãe. Ele adorava a Deus como a Mãe do universo e frequentemente declarava que sua Divina Mãe Lhe havia mostrado que todas as mulheres representam a Divina Maternidade sobre a terra.

 

Pela primeira vez na história religiosa do mundo, foi pregado este ideal por uma Encarnação Divina. E dele depende a salvação dos homens e especialmente das mulheres de todos os países, da imoralidade, a corrupção e tantos outros vícios que prevalecem em uma sociedade civilizada.

 

 

Com Seu exemplo o Bhagavan estabeleceu a verdade do matrimônio espiritual no plano da alma ainda nestes tempos de sensualismo. Tinha uma esposa a quem sempre tratou com reverência e a quem considerava como a manifestação de Sua Divina Mãe. Jamais teve relação sexual com ela, nem com nenhuma outra mulher do plano físico.

 

Sua esposa, a bendita virgem Sarada Devi, vive, todavia como uma encarnação da Maternidade Santa, rodeada de inumeráveis filhos espirituais.

 

Por sua vez, ela sempre considerou ao Bhagavan como à Sua Divina e Bendita Mãe em forma humana.

 

Até o último momento de sua vida terrena, foi o Bhagavan absolutamente puro, casto e um perfeito filho da Divina Mãe do Universo. Além disso, Ramakrishna elevou o ideal da mulher ao plano espiritual aceitando como Seu primeiro Guru, ou instrutor espiritual, a uma mulher. Nos anais da história religiosa, nenhum outro Salvador ou guia espiritual, deu essa honra à mulher.

 

A missão do Bhagavan Sri Ramakrishna foi demonstrar com Seu exemplo vivo como um homem verdadeiramente espiritual, estando morto para o mundo dos sentidos, pode viver sobre o plano espiritual da consciência Divina; foi provar que cada alma individual é imortal e potencialmente Divina.

 

Sua missão foi estabelecer a harmonia entre as seitas e credos religiosos. Pela primeira vez, foi absolutamente demonstrado por Ramakrishna que todas as religiões são como outros tantos caminhos que levam ao mesmo fim; que a realização da mesma Existência Toda Poderosa é o mais elevado ideal do cristianismo, islamismo, judaísmo, zoroastrismo e hinduísmo, como também o de todas as outras religiões menos importantes do mundo. A missão de Sri Ramakrishna foi proclamar a eterna Verdade de que Deus é um, porém tem muitos aspectos, e que o mesmo Uno é adorado pelas diferentes nações debaixo de vários nomes e formas; que Ele é pessoal, impessoal e mais além de ambos; que Ele é com nome e forma e, todavia sem nome e sem forma.

 

Sua missão foi estabelecer o culto da Mãe Divina e elevar assim o ideal da mulher ao de Divina Maternidade.

 

Sua missão foi demonstrar com Seu próprio exemplo, que a verdadeira espiritualidade pode ser transmitida e a salvação obtida mediante a graça de uma Encarnação Divina. Sua missão foi declarar ante o mundo que os poderes psíquicos e o poder de curar são obstáculos na senda da conquista da consciência Divina.

 

O Bhagavan Sri Ramakrishna possuía todos os poderes da Yoga, porém rara vez exerceu esses poderes, especialmente o de curar enfermidades. Além disso, sempre impediu que Seus discípulos buscassem o exercício desses poderes.

 

Não obstante, um poder que vimos exercido por Ele frequentemente era o Divino poder de transformar o caráter de um pecador e elevar uma alma mundana ao plano da supra consciência por um simples toque.

 

Tomava sobre seus próprios ombros os pecados dos outros e os purificava, transmitindo e abrindo os olhos espirituais a seus verdadeiros discípulos.

Os dias de profecia passaram ante nossos olhos. As manifestações dos poderes divinos d’Aquele que hoje é adorado por milhares como a mais recente Encarnação da Divindade, as presenciamos por nossos próprios olhos.

 

Bem-aventurados são aqueles que O viram e tocaram Seus santos pés. Que a glória de Sri Ramakrishna seja sentida por todas as nações da Terra; que Seu Divino poder possa ser manifestado nas almas ardentes e sinceras de Seus devotos de todos os países em todas as gerações futuras, é a oração e rogo de Seu filho e servo.

 

 

                                                                                                                   Swami  Abhedananda

[Foi um grande santo e erudito.

Discípulo direto de Sri Ramakrishna.

Espalhou as idéias da Vedanta nos  Estados Unidos]